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Golpe do QR Code: o adesivo em cima do adesivo que desvia o seu Pix

A Febraban alertou para QR Codes falsos em lojas, boletos e sites. Entenda o golpe, os 3 segundos que te protegem e o que fazer se você cair.

Por Redação Fala, Padrin. · · 3 min de leitura

Adesivo de QR Code colado por cima de outro no balcão de um restauranteTecnologia & IA

Imagem ilustrativa gerada por IA

Você termina o almoço, aponta a câmera pro QR Code colado no balcão, confere o valor e paga. Tudo certo. Até o dono do restaurante dizer que o Pix não caiu.

O dinheiro caiu, sim. Só que na conta de outra pessoa.

Esse é o golpe do QR Code, que tem até nome em inglês: quishing. Nesta semana, a Febraban, a federação dos bancos, fez um alerta sobre ele. E o motivo de ele funcionar tão bem é simples: você confere o valor, mas quase ninguém confere o nome de quem vai receber.

Onde o golpe acontece

Segundo o alerta da Febraban, o QR Code falso pode aparecer em três lugares:

  • No mundo físico: bares, restaurantes, feiras e estacionamentos. O golpista cola um adesivo com o código dele em cima do código original da loja.
  • Em boletos impressos: o boleto parece normal, mas o QR Code foi trocado.
  • Em lojas online: o código de pagamento da página é substituído, ou a página inteira é uma cópia de uma loja conhecida.

Em todos os casos, o resto parece legítimo. Logo, valor, produto e marca não são prova de nada.

Os 3 segundos que salvam o seu Pix

Depois de escanear e antes de apertar "confirmar", o app do banco mostra uma tela de resumo. É ali que o golpe é descoberto:

  1. Leia o nome do recebedor. Tem que ser o nome da loja ou de quem está te cobrando. Se aparecer um nome de pessoa que você não conhece, pare.
  2. Confira o valor, mas não pare nele.
  3. Na dúvida, pergunte. "Esse Pix é no nome de quem?" é uma pergunta normal no caixa. Lojista honesto responde na hora.

Mais alguns cuidados:

  • Repare no adesivo. Um QR Code colado em cima de outro, com borda levantada ou desalinhado, é sinal de alerta.
  • Compre online só pelo site oficial, digitando o endereço. Não comece compras por links recebidos em mensagens, e-mails ou redes sociais.
  • Desconfie de pressa e de oferta boa demais. Pressão pra pagar "agora" é ferramenta de golpista.

Caí no golpe. E agora?

  1. Avise o seu banco imediatamente, pelo app ou pela central oficial. Quanto mais rápido, maior a chance de o dinheiro ainda estar na conta do golpista.
  2. Peça a devolução pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Pix. Desde fevereiro, a versão nova (MED 2.0) permite seguir o dinheiro quando ele é repassado para outras contas.
  3. Guarde tudo: comprovante, foto do QR Code, conversa com a loja.
  4. Registre um boletim de ocorrência, que pode ser feito pela internet na maioria dos estados.

Só não conte com a devolução como certa. Se o golpista já sacou ou espalhou o dinheiro, pode não sobrar saldo para devolver.

Resumindo

O QR Code não tem como mostrar pra onde vai o dinheiro, mas o app do banco tem. O golpe só funciona com quem pula essa tela.

Você costuma ler o nome de quem recebe antes de confirmar um Pix? Manda essa matéria pra quem paga tudo no QR Code sem olhar.

De onde a gente tirou isso

  1. Olhar Digital — Golpe do QR Code: veja como criminosos desviam pagamentos
  2. Jornal do Comércio — Golpe do QR Code pode desviar pagamentos por boleto e Pix
  3. Jornal Opção — Prazo para contestar devolução de Pix sobe de 30 para 80 dias

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