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Promoção boa demais? 7 checagens para saber se um site é golpe antes de pagar

Leva menos de 5 minutos e evita perder dinheiro. Veja como checar CNPJ, endereço do site, reclamações e a forma de pagamento antes de comprar online.

Por Redação Fala, Padrin. · · 3 min de leitura

Pessoa comprando online com cartão de crédito no notebookTecnologia & IA

Foto ilustrativa: autor desconhecido / Rawpixel (CC0) · ver original

Celular de R$ 4 mil por R$ 900. Air fryer pela metade do preço. "Só hoje", "últimas unidades", contador regressivo na tela. Golpe de loja falsa funciona porque mistura pressa com preço. A defesa é simples: antes de pagar, gaste cinco minutos com as checagens abaixo.

1. O preço passa no teste do "esmola demais"

Pesquise o mesmo produto em duas ou três lojas grandes. Se o site estiver muito abaixo de todo mundo, esse é o primeiro alerta. Loja séria até faz promoção, mas não vende pela metade do preço do resto do mercado.

2. O endereço é exatamente o da loja?

Golpista adora endereço parecido: uma letra trocada, um hífen a mais, um ".net" no lugar do ".com.br", o nome da marca seguido de "ofertas" ou "promo". Digite você mesmo o endereço da loja oficial em vez de clicar em link de anúncio, mensagem ou e-mail.

3. Há quanto tempo o site existe?

Site de golpe costuma ser criado poucos dias antes da "promoção". Para endereços .br, dá para consultar no Registro.br quem registrou e quando. Para outros endereços, ferramentas de consulta "WHOIS" mostram a data de criação. Site criado na semana passada vendendo iPhone barato é um alerta enorme.

4. O CNPJ existe e bate com a loja?

Loja de verdade mostra o CNPJ, normalmente no rodapé. Consulte o número no site da Receita Federal e confira se a situação está ativa, se a empresa existe há algum tempo e se o tipo de atividade combina com o que ela vende. CNPJ de uma oficina mecânica vendendo celular é um sinal claro de problema.

5. Tem reclamação ou alerta?

  • Pesquise o nome da loja e o endereço do site junto com a palavra "golpe".
  • Veja no Reclame Aqui se há reclamações e se a empresa responde.
  • Alguns Procons, como o de São Paulo, mantêm uma lista de sites a evitar. Vale consultar.

6. Como ela quer receber?

Esse é o ponto que mais protege o seu dinheiro. Se a loja só aceita Pix ou dá um desconto enorme no Pix para te empurrar para ele, cuidado: o Pix cai na hora e é difícil de recuperar. Cartão de crédito permite contestar a compra com o banco se o produto não chegar. Em marketplace grande, pague sempre dentro da plataforma, nunca por fora.

7. Tem contato de verdade?

Confira se existe endereço físico, telefone e uma política de troca clara. Mande uma mensagem antes de comprar e veja se alguém responde. Loja que só tem formulário e um WhatsApp sem nome merece desconfiança.

Caiu mesmo assim?

  1. Se pagou com cartão, ligue para o banco e conteste a compra.
  2. Se pagou com Pix, use o botão de contestação no app do banco no mesmo dia. A gente explicou o passo a passo do MED.
  3. Registre boletim de ocorrência e guarde prints do site, do anúncio e do comprovante.
  4. Denuncie o site no Procon do seu estado.

Qual foi a "promoção" mais absurda que já apareceu para você?

De onde a gente tirou isso

  1. Olhar Digital — Vai comprar pela internet? Veja como saber se o site é confiável
  2. Aos Fatos — Como desvendar golpes virtuais com dados abertos
  3. Receita Federal — Consulta de CNPJ
  4. Registro.br — Consulta de domínios .br

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